quarta-feira, 27 de julho de 2011

Com licença, Cazuza! / ¡Con permiso, Cazuza!

São sete horas da manhã, vejo a lua da janela.
Em forma de C, aqui não é crescente. É o contrário.
Míngua, minguante.

O sol vai acender sua luz, as nuvens já a anunciam em múltiplas cores.
O escuro céu vai desenrolando-se em cortina, num palco sem estrelas, só de nuvens.
Nuvens que passeiam sossegadas por essa temporada que prometeu água, mas que desabou pouco, quase em gotas, conta-gotas de um  verão pueril.


¡Con permiso, Cazuza!*

Son siete horas de la mañana, veo la luna de la ventana.
En forma de C, aquí no es crecente. Es el contrario.
Mengua, menguante.

El sol va encender su luz, las nubes ya la anuncian en múltiples colores.
El oscuro cielo se va desenrollando como cortina, en un palco sin estrellas, solo de nubes.
Nubes que pasean sosegadas por esa temporada que prometió agua, pero que se derrumbó poco, casi en gotas, cuenta-gotas de un verano pueril.


*Cazuza fue um cantautor brasileño que compuso "Un tren hacia las estrellas" (Um trem para as estrelas), de donde saqué algunas citaciones para ese post.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Jogo de Palavras 2 / Juego de Palabras 2

Só pode ser a proximidade geográfica desses colonizadores insaciáveis que fez da origem latina dos idiomas algo tão parecido. Nem italiano é tão parecido com o português ou com o espanhol, como são os dois últimos idiomas.
Fico imaginando entre as fronteiras dos dois países europeus, como se comunicavam, como mesclavam as palavras, como nomeavam os objetos, de uma maneira que pudessem se entender. E assim, de palavra em palavra, de mistura em mistura, foram criando os idiomas. Afinal, a única fronteira de Portugal é mesmo a Espanha. Os galegos, na Galícia, são o maior exemplo dessa fusão entre o espanhol e o português. E, na América Latina, o espelho duplicou a imagem européia: o Brasil se limita com países de língua espanhola e os povos continuam trocando palavras. Estando aqui é que vejo como no sul do país usam tantas palavras em castellano, como rico para bonito ou gostoso, remangar para arregaçar as mangas e muitas outras. 
Mas o que parece igual, muitas vezes engana e muito!
Camion é ônibus.
Bêbada é borracha.
Goma sim é borracha e também pode ser chiclete.
Bolsa é sacola ou saco de plástico e saco é blazer ou paletó.
Oficina é escritório e escritorio é escrivaninha.
Piso é andar de edifício.
E na hora de torcer pro seu time preferido... fazemos porra!
E existem muitas outras palavras pra trazer confusão e fazer a gente pagar mico sem saber!!

Juego de Palabras 2

Solo debe de ser la proximidad geográfica de aquellos colonizadores insaciables que hizo del origen latino de los idiomas algo tan parecido. Ni el italiano es tan parecido al portugués o al español, como son los dos idiomas.
Imagino las fronteras de los dos paises europeos, como la gente se comunicaba, como mezclaba las palabras, como nombraba a los objetos, de una manera que podrían entenderse. Y así, de palabra en palabra, de mezcla en mezcla, fueran creando los idiomas. A final, la única frontera de Portugal es mismo la España. Los gallegos, en  Galicia, son el mayor ejemplo de esa fusión entre el español y el portugués. Y, en la América Latina, el espejo duplicó la imagen europea:  Brasil colinda con países de habla española y la gente continúa intercambiando palabras. Aquí es que veo como en el sur del país se usan tantas palabras en castellano, como rico para bonito o sabroso, remangar para levantar las mangas y muchas otras.
Pero lo que parece igual, muchas veces engaña y mucho!
Camión es ônibus.
Borracha es bêbada.
Goma si es borracha y tambien puede ser chicles.
Bolsa es sacola o saco de plástico y saco es blazer o paletó.
Oficina es escritório y escritorio es escrivaninha.
Piso es andar de edifício.
Y en la hora de torcer para su equipo preferido... hechamos porra!
Y existen muchas otras palabras para traer confusión y hacer la gente hacer oso sin saberlo!

domingo, 24 de julho de 2011

Jogo de Palavras / Juego de Palabras

Taça é = a copa que é = comedor que é = guloso que em espanhol é goloso. Daí, guloseimas se diz gulosinas.
Taça (com Z) significa privada, patente ou vaso sanitário que - sanitário é = a copo.
Mas taça (também com Z) também é xícara, que em espanhol antigo já foi jícara, assim como vermelho que é rojo, já foi bermellón, mas assim como jícara, já caiu em desuso.

Também gosto de pensar nos opostos, que só servem pra fazer confusão, quando ainda usamos a razão pra entender o idioma.
Assim como o rojo que pra quem fala português parece roxo, que é morado, apesar de parecer vermelho.

E sobrenombre que é apelido quando apellido é sobrenome.
Geralmente quem usa seu sobrenombre não se importa com seu apellido ou quem se apresenta pelo apelido, não se importa com seu apellido ou ainda quem usa sobrenome não quer ter apelido.

Se você conhece outros significados pra essas palavras, semelhanças entre elas e ainda tem outras pra acrescentar, te convido a jogar comigo.


Juego de Palabras


Taça es = a copa que es = comedor que es = guloso que en español es goloso. Por eso, guloseimas se dice golosinas.
Taza significa privada, patente o vaso sanitário que - sanitário es = a copo.
Pero taza también es xícara, que en español antiguo ya fue jícara, así como vermelho que es rojo, ya fue bermellón, pero así como jícara, ya se cayó en desuso.

También me gusta pensar en los opuestos, que solo sirven para hacer confusión, cuando todavía ocupamos la razón para entender el idioma.
Así como el rojo que para quién habla portugués se parece a roxo, que es morado, a pesar de parecerse a vermelho.

Y sobrenombre que  es apelido cuando apellido es sobrenome.
Generalmente quién usa su sobrenombre no se importa con su apellido o quién se presenta por el apelido, no se importa con su apellido o aún quién usa sobrenome no quiere tener apelido.

Si tú conoces otros significados para esas palabras, semejanzas entre ellas o aún tiene otras para añadir, te invito a jugar conmigo.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Cidade das Luzes / La Ciudad de las Luces

La gran ciudad de Tenochtitlán, obra de Diego Rivera
Contam os historiadores que quando os espanhóis chegaram à cidade dos Mexicas (os aztecas), onde hoje se encontra o centro da Cidade do México, ficaram maravilhados com a suntuosidade, a modernidade e a tecnologia das construções e da arquitetura do lugar. Os cronistas da época descreveram a cidade como algo nunca visto. Os pesquisadores de hoje a comparam com a cidade luz, Paris.
Depois de visitar o Museu de Antropologia, ir até o Zocalo (praça central) da cidade e visitar as ruínas das pirirâmides do recinto religioso principal do mundo azteca, fico admirada com essa história tão única. Seus personagens históricos, rodeados de lendas e história, são tão interessantes, que dá vontade de estudar ainda mais sobre eles.
Superados pelos Mayas em tecnologia e matemática, não ficaram atrás em desenvolver saneamento básico e canais de abastecimento de água, aproveitamento os lagos da região para o cultivo de seus alimentos, além das majestosas pirâmides, que tem no Egito suas cópias similares, em tamanho e estrutura.
Eram religiosos, faziam sacrificios humanos e arrancavam corações de suas vítimas para oferecer a seus deuses. Também subjugaram seus conterrâneos, dos quais cobravam altos impostos.
Eram muito temidos e respeitados. Eram fortes e astutos, com grande capacidade logística.
Seu erro foi ter acreditado que os espanhóis eram deuses, devido a suas barbas (os aztecas eram imberbes) e porque montavam monstros sagrados (os cavalos), animais desconhecidos nessa América indígena.
Sucumbiram diante do poder da malícia do homem branco e das doenças que traziam com eles. Não tinham imunidade contra tamanho poder.
Os espanhóis aproveitaram toda a infraestrutura azteca para construir seu reinado, inclusive a catedral da cidade foi edificada sobre o Templo Maior dos mexicas; a casa de Hernán Cortez, sobre o palácio onde vivia o último monarca Moctezuma; os prédios de administração sobre a estrutura administrativa dos sábios índios. Mas como os europeus não tinham o costume de viver com água encanada e esgoto canalizado tudo se perdeu, e durante alguns séculos, a Nova Espanha ainda era o quintal da Coroa Real Espanhola.

La Ciudad de las Luces

Cuentan los historiadores que cuando los españoles llegaron a la ciudad de los Mexicas (los aztecas), donde hoy se encuentra el centro de la Ciudad de México, se quedaron  maravillados con la suntuosidad, la modernidad y la tecnología de las construcciones y de la arquitectura del lugar. Los cronistas de la época describieron la ciudad como algo nunca visto. Los  investigadores de hoy la comparan a la ciudad luz, Paris.
Después de visitar al Museo de Antropología, ir hasta el Zócalo de la ciudad y visitar las ruinas de las pirámides del recinto religioso principal del  mundo azteca, me quedo admirada con esa historia tan única. Sus personajes históricos, rodeados de leyendas e historia, son tan interesantes, que da ganas de estudiar aún más sobre ellos.
Superados por los Mayas en tecnología y matemáticas, no se quedaban atrás para desarrollar saneamiento básico y canales de abastecimiento de agua, aprovechando los lagos de la región para el cultivo de sus alimentos, allá de las majestosas pirámides, que tienen en Egipto, sus copias similares, en tamaño y estructura.
Eran religiosos, hacían sacrificios humanos y arrancaban los corazones de sus víctimas para ofrecer a sus dioses. También subyugaron sus conterráneos, de los cuales cobraban altos impuestos.
Eran muy temidos y respetados. Eran fuertes y astutos, con gran capacidad logística.
Su error fue tener creído que los españoles eran dioses, debido a sus barbas (los aztecas eran imberbes) y porque montaban monstruos sagrados (los caballos), animales desconocidos en esa América indígena.
Sucumbieron delante del poder de la malicia del hombre blanco y de las enfermedades que traían con ellos. No tenían inmunidad contra tamaño poder.
Los españoles aprovecharon toda la infraestructura azteca para construir su reinado, inclusive la catedral de la ciudad fue edificada sobre el Tiemplo Mayor de los mexicas; la casa de Hernán Cortez, sobre el palacio donde vivía el último monarca Moctezuma; los edificios de administración sobre la estructura administrativa de los sabios indígenas. Pero como los europeos no tenían la costumbre de vivir con agua por tubería y residuales, todo se perdió, y durante algunos siglos, la Nueva España todavía era el fondo del Palacio de la Corona Real Española.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Aqui jaz Isadora Duncan / Aquí yace Isadora Duncan





Acredito que os gênios dão mais sabor à vida dos normais.
Imagino também que eles têm mais fome de viver, mas por algum motivo, são mais depressivos e muitos acabam por morrer prematuramente.
Admiro a muitos deles. Admiro mais ainda, aqueles que em tempos impróprios, conquistaram liberdade e impuseram sua arte à força de seus talentos.
Isadora Duncan era um desses gênios.
Gênio da arte da dança, a qual tranformou.
Mulher. Ousada. Admirada. Solitária.
Viveu entre a música e a tragédia. Entre palcos. Entre políticos. Entre a rigidez da União Soviética e a liberdade francesa.
Teve muitos amores e muitas desilusões
Perdeu seus filhos,ainda pequenos, em um acidente e tentou suicídio algumas vezes.
Experimentou o sucesso, os aplausos e o abandono.
Morreu na França, em um acidente de carro, sufocada por sua echarpe, em seu Bugatti italiano.
Mas por destino ou por amor descabido, veio parar no México, onde se encontra até hoje, rodeada pela sociedade política e histórica do país.
Contam que foi o ex-presidente Plutarco que mandou trazer seu ataúde, em meio a uma fria noite, conduzido por um cortejo solene de fiéis escudeiros e no Panteón de San Fernando enterrou seus restos - reminiscência de um amor secreto. k

Aquí yace Isadora Duncan
Creo que los genios dan más sabor a la vida de los hombres normales.
Imagino también que ellos tienen más hambre de vivir, pero por alguna razón, son más depresivos y muchos acaban por morir prematuramente.
Admiro a muchos de ellos. Admiro más aún, aquellos que en tiempos impropios, conquistaron la libertad e impusieron su arte a la fuerza de sus talentos.
Isadora Duncan era una de esos genios.
Genio de la arte de la danza, la cual transformó.
Mujer. Osada. Admirada. Solitaria.
Vivió entre la música y la tragedia. Entre palcos. Entre políticos. Entre la rigidez de la Unión Soviética y la libertad francesa.
Tuvo muchos amores y muchas desilusiones.
Perdió sus hijos aún pequeños en un accidente y intentó el suicidio algunas veces.
Experimentó el éxito, los aplausos y el abandono.
Murió en Francia, en un accidente de carro, sofocada por su echarpe, en su Bugatti italiano.
Pero por destino o por amor vino a parar en México, donde se encuentra hasta hoy, rodeada por la sociedad política y histórica del país.
Cuentan que fue el ex-presidente Plutarco que mandó traer su ataúd, en medio de una fría noche, conducido por un cortejo solemne de fieles escuderos y en el Panteón de San Fernando enterró sus restos - reminiscencia de un amor secreto.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Doña Josefina e os mariachis / Doña Josefina y los mariachis

Doña Josefina morria de tristeza. Estava tão triste que seu corpo se encheu de água, contou a neta Anita.
Foi retenção de líquido, explicou.
Prevendo a morte que chegava, fez um pedido para quando passasse para o outro lado: que mariachis JOVENS tocassem em seu velório, vestidos de roupa de gala bege.
Como pressentia seu coração moribundo, ele parou de bater alguns dias depois e as filhas de Dona Josefina contrataram os mariaches para seu velório. Mas quando eles chegaram, todos perceberam que o pedido não tinha sido bem atendido. Eles tinham idades variadas, alguns bem idosos, e vestiam-se de cinza.
Já no cemitério, um grupo de JOVENS mariachis se aproximou, todos vestidos de bege, em número de 12 e tocaram para Doña Josefina, calando o grupo contratado. Muitos acreditam que foi a própria Josefina, que inconformada com os idosos cinzentos, encomendou lá do outro mundo, o grupo que ela tanto queria.
Foi o que contou a neta Anita.

Doña Josefina y los mariachis

Doña Josefina se moría de tristeza. Estaba tan triste que su cuerpo se llenó de agua, contó la nieta Anita.
Fue retención de líquido, explicó.
Previendo la muerte que llegaba, hizo un pedido para cuando pasase para el otro lado: que mariachis JÓVENES tocasen en su velorio, vestidos con ropa de gala beige.
Como presentía su corazón moribundo, el paró de latir algunos días después y las hijas de Doña Josefina contrataron los mariachis para su velorio. Pero cuando ellos llegaron, todos percibieron que el pedido no había sido bien atendido. Ellos tenían edades variadas, algunos bien grandes, y se vestían de gris.
Ya en el no cementerio, un grupo de JÓVENES mariachis se acercó, todos vestidos de beige, en número de 12 y tocaron para Doña Josefina, callando el grupo contratado. Muchos creen que fue la misma Josefina, que inconformada con los grandotes de grises, encomendó desde más allá, el grupo que ella tanto quería.
Fue lo que contó su nieta Anita.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pozole, uma receita muito antiga / El pozole, una receta muy antigua

Pois "pozole" é a versão mexicana da canja brasileira.
E como mexicano come milho e não arroz como "nosotros", é a canjica que enche a boca de sabor.
O caldo, à base de frango, é incrementado na hora de comer com alface e cebola picadinhas, orégano, limão, e pimenta, é claro.
O pozole é tipicamente mexica. Já era um dos principais pratos dos astecas.
Moctezuma, o último rei da mais poderosa tribo indígena que já teve o país, era um amante da sopa, mas a carne oferecida ao monarca era mesmo humana, com a qual se regalava e lambia os próprios beiços.

El pozole, una receta muy antigua

Pues el pozole es la versión mexicana de la “canja” brasileña.
Y como mexicano come maíz y no arroz como nosotros, es la “canjica” que llena la boca de sabor.
El caldo, hecho de pollo, es incrementado en la hora de comer con lechuga y cebolla picaditas, orégano, limón, y chili, está claro.
El pozole es típicamente mexica. Ya era uno de los principales platillos de los aztecas. Moctezuma, el último rey de la más poderosa tribu indígena que ya hubo en el país, era un amante de la sopa, pero la carne ofrecida al monarca era mismo la humana, con la cual se regalaba y lamia los propios labios.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O homem de Silao / El hombre de Silao

Há um homem de braços abertos no centro do México
Em cima de uma montanha há um homem olhando tudo
No meio do México há uma montanha e um Cristo encravado nela
De braços abertos observando o mundo.
No centro do México
Sobre a montanha
Ponto em cruz
Apontando tudo
Observando a olho nu
O povo, o pó.
Abaixo de seus pés
Em cima da montanha
No cume do mundo
Sobre o México
Aponta os braços em cruz
No meio do mapa
No meio do povo
No meio do cume.
Há um homem
Acima de tudo
Sobre a montanha
No centro do México.
.
El hombre de Silao

Hay un hombre de brazos abiertos en el centro de México
Encima de la montaña hay un hombre mirando todo
En el medio de México hay una montaña y un Cristo enclavado en ella
De brazos abiertos observando al mundo.
En el centro de México
Sobre la montaña
Punto en cruz
Apuntando a todo
Observando a ojo nudo
El pueblo, el polvo.
Abajo de sus pies
Encima de la montaña
En la cumbre del mundo
Sobre el México
Apunta los brazos en cruz
En el medio del mapa
En el medio del pueblo
En el medio de la cumbre.
Hay un hombre
Arriba de todo
Sobre la montaña
En el centro de México.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Para que todos saibam / Para que todos lo sepan

Esta  é a primeira vez que dou um Ctrl V/ Ctrl C nesse blog. E se fiz é porque o texto merece. As histórias abaixo foram retiradas do jornal “El Universal” do dia 14 de junho. São histórias contadas por gente do povo, que teve sua família mutilada pelo crime organizado, e que se juntou em uma caravana pela paz, encabeçada pelo escritor Javier Sicília, que também perdeu seu filho nessa luta desigual.


 "Estas são histórias contadas por vítimas da violência ao longo de  3.400 km de extensão de 12 estados do país, de uma procissão que entrou nas entranhas do narcotráfico, como o Triângulo Dourado, em Durango e Chihuahua; que passou por populações quase impenetráveis, como Mapimí, Bermejillo, Cuencamé y Vicente Guerrero, ou Villa Ahumada, Delicias, Santa Rosalía de Camargo e Jiménez.
Cada uma das histórias é como um arauto negro.”

Coahuila: 
O território “zeta”
María del Carmen Carlos Herrera / Pistoleiros levaram a seu marido 
Quando alguém vai de Torreón a Saltillo pode ver da autopista uma enorme letra "Z" marcada em um dos montes. Benvindos ao território dos Zetas. As caminhonetes brancas com vidros polarizados abundam. Vão em fileiras de seis até dez.
Meu marido se chama Rafael Ibarra Bernal, pastor de uma igreja cristã. Para que vivessemos, vendia chocolates e trazia uma caixinha de dar choques elétricos fora dos bares. No dia 2 de abril (2011) saiu para trabalhar, era sábado e não chegou em casa na hora de costume.  No outro dia saí buscá-lo e em um bar chamado “La Hacienda de Don Modesto”, na cidade de Ramos Arizpe,  me informaram que um grupo armado chamado “Los Zetas” havia levado meu marido, os quais iam em um Jeep branco, sem placas. O levaram a golpes. Desde esse dia até hoje não soube mais nada dele, não sei se está vivo ou se está morto.
Peregrino autoridade atrás de autoridade,  atrás autoridade.  Procuro os vendedores de drogas para ver se eles podem me informar onde ele está. Distribuo cartas para que as levem aos cartéis e me devolvam meu marido, porque sem ele vou morrer. Não recebo respostas, nem das autoridades nem dos cartéis.
Tenho um filho que já está casado, mas ele ficou doente, como toda família. Desde esse dia não levaron só  meu marido, eles acabaram com nós todos. Eu já sofri três infartos. Subiu  o açúcar em mais de 600 e me caíram os dentes. Tenho diabete e meus pés doem, mas tudo isso é físico, quem sabe pode ser curado, mas a alma... a alma, a destroçaram.
Com esta caravana vi que não estoy sola. Sempre me perguntei por quê comigo, por quê  com meu marido. Acreditava que éramos casos isolados, mas agora vejo que não estamos sós.  Ontem (7 de junio) estive com Ramón Oceguera, prefeito de Ramos Arizpe, e ele me disse: "Senhora, não perca seu tempo. Não vamos fazer nada. Não podemos. E não se exponha mais, fique em sua casa tranquila". Não podemos ficar em casa tranquilos até que o encontremos vivo ou morto, porque quando nos entregam nossos mortos temos onde chorar, mas nós andamos chorando de rua em rua, de casa em casa.


Chihuahua: 
"Tudo começou com os feminicídios"
Olga Reyes Salazar  / Seis familiares assassinados
Em minha família foram mortos seis, porque denunciamos os criminosos. Tivemos que fugir de Juárez e nos exiliar. Hoje regresso com a caravana. Penso que tiveram que passar muitos anos e muitas mortes para que fossemos escutados e isso não deveria ser assim.
Quando começaram os assassinatos das mulheres eu não sei por quê permitimos. Havia muitas mães indignadas, dispostas a lutar e lutar e lutar. E não conseguiram o apoio suficiente. Ainda há mães, mesmo em Villas de Salvárcar, que procuram suas filhas que acabaram de desaparecer, há um mês ou dois.
Como comunidade nos faltou nos indignar. Sair a lutar com elas. As deixamos sós. Acreditávamos que não era nosso problema e agora desaparecem e matam a qualquer uma porque não há castigo, porque não há justiça, não só em Juárez, como em todo o país.


“Carrego há 13 anos essa dor”
Evangelina Arce / Sua filha desapareceu na Cidade Juárez 
Eu apóio um grupo de mães que perderam suas filhas. Carrego há 13 anos essa dor. Minha filha desapareceun no centro de Juárez. Denunciei mas ninguém deu importância. Investiguei eu mesma, segui os responsáveis e apresentei ao procurador, fitas com gravações dos culpados e nem assim recebi resposta. 
Minha filha Silvia foi levada pelo  comandante da Procuradoria Geral do Estado, Jorge García Paz. Ele esteve preso cinco anos em Veracruz pelo mesmo delito e hoje anda livre. Os policiais que tinham que investigar me ameaçaram.


Nuevo León:
“As autoridades são cúmplices”
Madre de Andrés / Seu filho vinha dos EUA para visitá-la e não o encontra.
Meu filho está há dez anos trabalhando nos Estados Unidos porque também é cidadão americano. Veio me visitar e viajava de Puebla a Laredo. Vinha com Braulio, seu amigo, porque ele ajudava a dirigir o carro. Me telefonou às nove da noite de 27 de marzo (2011) e me disse: "Mãe, estou chegando a Laredo, estou a duas horas daí". E eu lhe disse: "meu filho, como estás?", e me disse: "uma blitz acaba de me pegar". E lhe disse: "o que aconteceu?"; e me disse: "me tiraram 200 pesos, me pediram que me identificasse e eu me identifiquei com minha carteira americana, e me disseram «o que traz mais?»; “só trago meus documentos, mas são americanos, e já me identifiquei".
Andrés, ele se chama Andrés Ascensión González; Andrés nao quis dar. E me disse: "mãe, a blitz era de militares", e já não quis dizer mai nada. A última coisa que escutei pelo telefone foi o grito de Braulio dizendo: "aí vêm, Andrés, acelera!". Se alguém sabe ou  viu  meu filho, alguém que o tenha, por piedade, por misericórdia, Deus do céu, que o devolvam,  porque sinto que vou  morrer se não o vir mais.
Já fiz uma denúncia em Matamoros, Nuevo Laredo, em Reynosa e em Monterrey. Já fui aos Estados Unidos pedir ajuda, mas me disseram: "senhora, se ele tivesse desaparecido aqui já lhe teríamos ajudado, mas desapareceu no México; vá a Monterrey, para isso tem suas autoridades". E ninguém me ouve, são cúmplices e omissos. Eu peço  ao prefeito, ao governador, a sua mãe se a têm ainda, que nos ajudem. Por piedade...


Estado de México
"Gritamos ao céu e perguntamos: onde está?"
Melchor Flores Landa / Seu filho desapareceu em Monterrey
Cada 24 de dezembro toda a família se reúne. E a meia noite saímos ao pátio, tomamos nossas mãos, olhamos para o céu e gritamos: "Vaqueiro, onde você está? Te amamos!", mas não temos resposta. Meu filho era O Vaqueiro Galático, artista de rua. Se chama Melchor Flores Hernández  e desapareceu em 25 de fevereiro de 2009 em Monterrey. Nunca vou me cansar de procurar por ele, a pesar das autoridades não se importarem.. 


Zacatecas:
“Ninguém procurar os desaparecidos”
Sara Roque Castillo / Mãe procura seu filho policial
Procuro meu filho que está perdido há mais de um ano. Ele era policial e quem desapareceu com ele eran seus companheiros de trabalho; soubemos que às cinco da manhã o arrancaram dali e desde então já não soubemos nada. E ele tem cinco filhos e é muito triste para nós, como família, ver  meus netos que perguntam onde está seu pai e eu não sei onde está, se vive ou não. Ninguém procura por desaparecidos.


San Luis Potosí:
“Aqui há muita corrupção”
Anônimo / Sequestraram su neto e um filho quando saíam de uma festa
É uma dor que não nos deixa dia após dia. Pela impotência de ver que as autoridades  passam a bola de um a outro. E quem sabe se não estão envolvidos. Eu não quero acusar ninguém. Me sequestraram um filho e um neto que saíam de uma festa. Não sei se foi premeditado ou se foi uma vingança, porque meu filho andava trabalhando com Toranzo em sua campanha política. Aqui tem muita corrupção e não nos ajudam.


Michoacán:
Nos domínios de “La Familia”
María Herrera / Lhe arrancaram quatro filhos
Me tiraram quatro filhos, primeiro foram dois e em seguida, outros dois. Já não sei se estam vivos, se comem. No aniversário deles não deixo de chorar. Temo por minha segurança, mas já não me importa, quero que as pessoas saibam que meus filhos existiram. Por isso me uni à caravana, me dão força, porque sinto que vou morrer.
Todas as vezes que fui atrás dos criminosos, não me importa quais sejam, pergunto se sabem alguma coisa dos meus filhos. Quero que minha voz chegue até eles para dizer-lhes que já tiveram tempo de se dar conta que meus filhos são inocentes, boas pessoas. Se esses criminosos têm conflitos con o governo ou entre os bandos, que se danem, mas que não matem gente inocente.


Morelos:
“E me fizeram justiça... que seja assim com todos”
Javier Sicilia / Mataram seu filho
O coração da rota do tráfico de drogas e armas, Delicias, Chihuahua.  Território que dizem ser disputado por El Chapo Guzmán e Vicente Carrillo Leyva. O Cartel de Sinaloa e o de Juárez. Passam das dez da noite. É o quinto dia da caravana. As pessoas seguem reunidas pelas ruas. Se vestem de branco e carregam balões da mesma cor. Cantam uma canção que se torna o hino desta marcha: “Basta de guerra, queremos la paz”.
Javier Sicilia, visivelmente cansado, decide descer do carro para abraçar as pessoas. Aí o menino Jesus o entrevista: “Por que você veio?”. “Para me solidarizar. Mataram meu filho, Juanelo e me fizeram justiça e eu quero que seja assim com todos neste país”.


 Havia outras histórias, mas essas já são suficientes para retratar o sofrimento da gente comum, que sem auxílio, sem apoio, começa a se manifestar pedindo PAZ.


Para que todos lo sepan

Esta es la primera vez que hago control V/control C en ese blog. Lo hice por que sí lo merece.
Las historias abajo fueron retiradas del periódico El Universal del día 14 de junio. Son historias contadas por gente del pueblo que tuvo su familia mutilada por el crimen organizado y que se unió en una caravana por la paz, encabezada por el escritor Javier Sicilia, que también perdió a su hijo en esa lucha desigual.





"Estas son historias contadas por víctimas de la violencia a lo largo de los 3 mil 400 kilómetros del recorrido por 12 estados del país, de una procesión que entró a guaridas del narcotráfico como el Triángulo Dorado, en Durango y Chihuahua. Que pasó por poblaciones casi impenetrables, como Mapimí, Bermejillo, Cuencamé y Vicente Guerrero, o Villa Ahumada, Delicias, Santa Rosalía de Camargo y Jiménez. Cada una de las historias es como un heraldo negro.

Coahuila: 
El territorio “zeta”
María del Carmen Carlos Herrera / Sicarios se llevaron a su marido 
Cuando uno va de Torreón a Saltillo puede ver desde la autopista una enorme letra "Z" marcada en uno de los cerros. Bienvenidos al territorio de Los Zetas. Las camionetas blancas con vidrios polarizados abundan. Van en hileras de seis y hasta 10.
Mi marido se llama Rafael Ibarra Bernal, pastor de una iglesia cristiana. Para que viviéramos vendía chocolates y traía una cajita de choques eléctricos afuera de los bares. El día 2 de abril (2011) salió a trabajar, era sábado y no llegó a casa a la hora acostumbrada. Al otro día salgo a buscarlo y en un bar llamado La Hacienda de Don Modesto, en la ciudad de Ramos Arizpe, se me informó que a mi marido se lo había llevado un grupo armado llamado Los Zetas, los cuales iban en una camioneta Jeep blanca, sin placas. Lo sacaron a golpes. Desde ese día hasta hoy no he sabido nada de él, no sé si está vivo o si está muerto.
Peregrino. Autoridad tras autoridad tras autoridad. Busco a los vendedores de drogas para ver si ellos me pueden informar dónde está. Reparto cartas para que se las lleven a los cárteles y me regresen a mi marido, porque sin él me voy a morir. Y no recibo contestación, ni de la autoridad ni de los cárteles.
Tengo un hijo que ya está casado, pero él enfermó, igual que toda la familia. Desde ese día no se llevaron sólo a mi esposo, nos acabaron a todos. Yo llevo tres infartos con una ventana cardiaca. Me subió el azúcar a más de 600 y se me cayeron los dientes. Tengo diabetes y me duelen los pies, pero todo eso es físico, quizá puede solucionarse, pero el alma... el alma, nos la destrozaron a todos.
Con esta caravana vi que no estoy sola. Siempre me pregunté por qué a mí, por qué a mi esposo. Creía que éramos casos aislados, pero ahora veo que no estamos solos. Ayer (7 de junio) estuve con Ramón Oceguera, presidente de Ramos Arizpe, y me dijo: "Señora, no pierda el tiempo. No vamos a hacer nada. No podemos. Y no se exponga más, quédese en su casa tranquila". No podemos quedarnos en casa tranquilos hasta que lo encontremos vivo o muerto, porque cuando te los entregan muertos tienes dónde llorar, pero nosotros andamos llorando calle por calle, casa por casa.


Chihuahua: 
"Todo inició con los feminicidios"
Olga Reyes Salazar  / Seis familiares asesinados
En mi familia nos han matado a seis porque denunciamos a los criminales. Tuvimos que huir de Juárez y exiliarnos. Hoy regreso con la caravana. Pienso que tuvieron que pasar muchos años y muchas muertes para que fuéramos escuchados y eso no debe de ser.
Cuando comenzaron los asesinatos de las mujeres yo no sé por qué lo permitimos. Había muchas madres indignadas, dispuestas a pelear y pelear y pelear. Y no consiguieron el suficiente apoyo. Todavía hay madres, en mismo Villas de Salvárcar, que buscan a sus hijas que acaban de desaparecer, desde hace un mes o dos.
Como comunidad nos faltó indignarnos. Salir a luchar con ellas. Las dejamos solas. Creímos que no era nuestro problema y ahora desaparecen y matan a cualquiera porque no hay castigo, porque no hay justicia, no sólo en Juárez, en todo el país.


“Llevo 13 años con ese dolor”
Evangelina Arce / Su hija desapareció en Ciudad Juárez 
Yo apoyo a un grupo de madres que han perdido a sus hijas. Llevo 13 años con ese dolor. A mi hija la desaparecieron en el centro de Juárez. Denuncié pero nadie me hizo caso. Investigué yo misma, seguí a los responsables y presenté cintas con grabaciones al procurador de los culpables y ni siquiera así recibí respuesta. 
A mi hija Silvia se la llevó el comandante de la PGR, Jorge García Paz. Hace como cinco años estuvo preso en Veracruz por el mismo delito y hoy anda libre. Los policías que tenían que investigar me amenazaron.


Nuevo León:
“Las autoridades son cómplices”
Madre de Andrés / Su hijo venía de EU a visitarla y no lo encuentra
Mi hijo tiene 10 años trabajando en Estados Unidos porque también es ciudadano americano. Vino a visitarme, viajaba de Puebla a Laredo. Venía con Braulio, su amigo, porque le ayudaba a manejar la camioneta. Me habló a las nueve de la noche del 27 de marzo (2011) y me dijo: "Madre, vengo llegando a Laredo, estoy a dos horas". Y le dije: "mijo, ¿cómo vas?", y me dijo: "me acaba de agarrar un retén, madre". Le dije: "¿qué pasó?"; me dijo: "me quitaron 200 pesos, me pidieron que me identificara y yo me identifiqué con mi licencia americana, y me dijeron «¿qué más traes»; sólo traigo mis papeles, pero son americanos, y ya me identifiqué".
Andrés, él se llama Andrés Ascensión González; Andrés no se los quiso dar. Y me dijo: "madre, el retén era de militares", y ya no quiso decir más. Yo lo último que escuché en el teléfono fue el grito de Braulio diciendo: "¡ahí vienen Andrés, písale!". Si alguien sabe o ha visto a mi hijo, alguien que lo tenga, por piedad, por misericordia, Dios en el cielo, que me lo regresen porque siento que me voy a morir si ya no los veo.
Ya puse una denuncia en Matamoros, Nuevo Laredo, en Reynosa y en Monterrey. Ya fui a Estados Unidos a pedir ayuda, pero me dijeron: "señora, si él hubiera desaparecido aquí ya le hubiéramos ayudado, pero desapareció en México; vaya a Monterrey, por eso tienen a sus autoridades". Y nadie me hace caso, son cómplices y omisas. Yo le pido al presidente, al gobernador, a su madre si la tienen todavía, que nos ayuden. Por piedad...


Estado de México
"Gritamos al cielo y preguntamos: ¿dónde estás?"
Melchor Flores Landa / Su hijo desapareció  en Monterrey
Cada 24 de diciembre toda la familia nos reunimos. Y a las 12 de la noche salimos al patio, nos tomamos de la mano, miramos al cielo y gritamos: "Vaquero, ¿dónde estás? ¡Te queremos!", pero no tenemos respuesta. Mi hijo era El Vaquero Galáctico, artista callejero. Se llama Melchor Flores Hernández y desapareció el 25 de febrero del 2009 en Monterrey. Nunca me voy a cansar de buscar a mi hijo, pese a que las autoridades no nos hacen caso. 


Zacatecas:
“Nadie busca a los desaparecidos”
Sara Roque Castillo / Madre busca a su hijo policía
Busco a mi hijo que está perdido desde hace más de un año. Él era policía y lo desaparecieron los mismos de su trabajo; supimos que como a las cinco de la mañana lo sacaron los mismos de ahí y desde entonces ya no sabemos nada. Y él tiene cinco hijos y es muy triste para nosotros como familia ver a mis nietos que preguntan dónde está su papá, y yo tampoco sé dónde está, si vive o no. Nadie busca a los desaparecidos.


San Luis Potosí:
“Aquí hay mucha corrupción”
Anónimo / Le secuestraron a un nieto y a un hijo al salir de una fiesta
Es un dolor que no nos deja día tras día. Por la impotencia de ver que las autoridades se pasan la bolita unos a otros. Y a lo mejor hasta están involucradas. Yo no quiero acusar a nadie. A mí me secuestraron a un hijo y un nieto que saliendo de una fiesta se los llevaron. No sé si fue premeditado o fue una venganza, porque mi hijo andaba trabajando con Toranzo en su campaña. Aquí hay mucha corrupción y no nos ayudan.


Michoacán:
En los dominios de “La Familia”
María Herrera / Le desaparecieron a cuatro hijos
A mí me desaparecieron cuatro hijos, primero fueron dos y luego otros dos. Ya no sé si están vivos, si comen. En sus cumpleaños no dejo de llorar. Tengo miedo por mi seguridad, pero ya no me importa, quiero que la gente sepa que mis hijos sí existieron. Por eso me uní a la caravana, me inyectan fuerza porque siento que me voy a morir.
Todas las veces que he subido a los templetes le he pedido a los criminales, no me importa de qué grupo sean, que si saben algo de mis hijos me lo digan. Quiero que mi voz llegue a ellos para decirles que ya tuvieron tiempo de darse cuenta que mis hijos son inocentes, buenas personas. Si estos criminales tienen conflictos con el gobierno o entre bandas, que se den en la madre ellos, pero que no maten gente inocente.


Morelos:
“Y me hicieron justicia... que así pase con todos”
Javier Sicilia / Le mataron a su hijo
El corazón de la ruta del tráfico de drogas y armas, Delicias, Chihuahua.  Territorio que dicen se disputan El Chapo Guzmán y Vicente Carrillo Leyva. El Cártel de Sinaloa y el de Juárez. Pasan de las 10 de la noche. Es el quinto día de la caravana. La gente sigue reunida en las calles. Viste de blanco y porta globos del mismo color. Cantan una canción que se hizo himno en esta marcha: “Basta ya de guerra, queremos ya la paz”.
Javier Sicilia, visiblemente cansado, decide bajarse de la camioneta para abrazar a la gente. Ahí el niño Jesús lo entrevista: “¿Usted por qué está aquí, por qué vino?”. “Para solidarizarme. A mí me mataron a mi hijo. A Juanelo. Y me hicieron justicia. Y yo quiero que así pase con todos en este país”.

 Había otras historias, pero esas ya son suficientes para retratar el sufrimiento de la gente común, que sin auxilio, sin apoyo, comienza a manifestarse pidiendo por PAZ.

domingo, 12 de junho de 2011

PECSI

Nunca me contaram a razão, mas muitos mexicanos sempre chamaram a PEPSI de PECSI.
Pensei sobre o assunto, tentei fazer algumas conexões, associações, mas nada me pareceu ter relação.
Li a pesquisa que dizia que são quase 34% da população que chamam o refrigerante, corriqueira e constantemente pelo seu apelido.
E, voltando o ouvido aos seus fãs, a fabricante do refrigerante lançou uma cartada de marketing e apresentou, só ao México, a nova PECSI. Bem, nova só no rótulo, que de um lado lê-se PEPSI e do outro, PECSI.
Coisas da língua, tons do idioma. Coisas do México!

PECSI

Nunca me contaron la razón, pero muchos mexicanos siempre llamarón a PEPSI de PECSI.
Pensé sobre el asunto, intenté hacer algunas conexiones, asociaciones, pero nada me pareció tener relación.
Leí la encuesta que decía que son casi 34% de la población que le llaman al refresco, cotidiana y constantemente por su apodo.
Y, poniendo atención a sus fans, la fabricante del refresco lanzó una estrategia de marketing y presentó, solo a México, la nueva PECSI. Bien, nueva solo en el rótulo, que de un lado se lee PEPSI y del otro, PECSI.
Cosas de la lengua, tonos del idioma. Cosas del México!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Rodamoinhos / Remolinos

Remoinhos, redemoinhos, rodamoinhos.
Vórtices de vento.
Giraventos que rodopiam.
Turbilhão.
Levantam a terra seca e amarela em forma de mini furacão.
São pequenos, médios e grandes.
Altos, gordos e magros.
Baixinhos, fininhos, gigantescos.
Levantam voo com força, girando, girando, subindo, subindo.
São cascatas invertidas de terra, que muitas vezes chegam até as nuvens e pincelam o céu de outra cor.
Cor da secura daqui debaixo.
Cor do pó da estrada.
Da poeira do terreno baldio, vazio.
Da camada que cobre a rua asfaltada, pulverizada.
Eles sobem altiplanos.
Rodopiam rumo ao céu.
Um encontro entre o vento e a poeira.
O vento e a terra.
Redemoinho remoendo "hacia arriba", todos os dias, nessa paisagem mexicana.
Dança que gira no ar.


Remolinos

Remolinos, redemolinos, ruedamolinos.
Vórtices de viento.
Giravientos que bailan.
Levantan la tierra seca y amarilla en forma de minis huracanes.
Son pequeños, medianos y grandes.
Altos, gordos y flacos.
Bajitos, delgaditos, gigantescos.
Toda la fuerza para volar, volar, girar, girar, arriba.
Son cascadas invertidas de tierra, que muchas veces llegan hasta las nubes y pincelan el cielo de otro color.
Color de la sequedad de aquí de abajo.
Color del polvo de la carretera.
Del polvo del terreno baldío, vacío.
De la capa que cubre la calle asfaltada, pulverizada.
Ellos suben altiplanos.
Remolinan rumbo al cielo.
Un encuentro entre el viento y el polvo.
El viento y la tierra.
Remolino remoliendo "hacia arriba", todos los días, en ese paisaje mexicano.
Baile que gira en el aire.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Milho para todos os gostos / Maíz para todos los gustos

"Maiz, elote, milpa"... São as várias maneiras de se identificar o milho, a base da comida mexicana desdes os tempos em que aqui só existiam índios.
As "tortillas" mexicanas são feitas com a farinha do milho, de uma maneira muito especial, batida na pedra e assada no "comal" - uma espécie de prato, também de pedra, que aquecido, cozinha a massa.
O mais interessante é fazer a associação de nossos pratos como base cultural.
Enquanto nós, brasileiros, sempre comemos arroz com tudo: com feijão, com strogonoff (um ilustre desconhecido por aqui!), com batata, com peixe, e até com macarrão! Os mexicanos comem tudo isso e muito mais com as tortillas. Tudo vira taco! E enrola o feijão, a carne, o frango, tudo dentro da tortilla. Só assim, é que é comida de verdade!
Mas haja invenção culinária para o milho. Há de todos os tipos e até o fungo, que se cria na espiga, vira comida, e da boa! Uma quesadilla de cuitlacoche ( o nome do tal do fungo) é deliciosa!!!!! Só comendo pra crer, diria Tomé!


O fungo do milho: "Cuitlacoche"

Maíz para todos los gustos

Maíz, elote, milpa... Son las varias maneras de identificar el maíz, la base de la comida mexicana desde los tiempos en que aquí solo existían los indígenas.
Las tortillas mexicanas son hechas con la harina de maíz, de una manera muy especial, machacada en la piedra y asada en el comal - una especie de plato, también de piedra, que caliente, cose la masa.
Algo interesante es hacer la asociación de nuestros platillos como base cultural.
En cuanto nosotros, brasileños, siempre comemos arroz con todo: con frijoles, con strogonoff (un ilustre desconocido por aquí!), con papas, con pescado, y incluso con pasta! Los mexicanos comen todo eso y mucho más con las tortillas. Todo se hace taco! Y enrolla los frijoles, la carne, el pollo, todo dentro de la tortilla. Solo así, es que si es comida de verdad!
Pero haya invención culinaria para el maíz. Hay de todos los tipos y el hongo que se crea en la milpa, también es alimento, y de los buenos! Una quesadilla de cuitlacoche ( el nombre de lo tal hongo) es deliciosa!!!!! Solo probando para creer, diría Tomé!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Esposas

Esposa é aquela que se casa, que arranja marido ou esposo.
A esposa que se preza deve ser dedicada, em primeiro lugar, ao seu cônjuge, depois à família e ao lar.
Ela deve ser bondosa, dadivosa, prevenida. A esposa deve cuidar de tudo e de todos. Mas em espanhol, ESPOSA também é a pulseira que prende!
- "E lá vai o ladrão, levado pela polícia, com 'esposas' nas mãos!"

Esposas

Esposa es aquella que se casa, que consigue marido o esposo.
La esposa que se aprecia debe de ser dedicada, en primer lugar, a su pareja, después a la familia y al hogar.
Ella debe de ser bondadosa, dadivosa, prevenida. La esposa debe de cuidar de todo y de todos. Pero en español, ESPOSA  también es la pulsera que atrapa!
- "Y allá se va el ladrón, llevado por la policía, con 'esposas' en las manos!"

terça-feira, 31 de maio de 2011

O Malinchismo / El Malinchismo

Como em muitos países menos desenvolvidos, a admiração pelo estrangeiro de primeiro mundo é fato no México, onde existe até uma palavra para isso: "Malinchismo".
Derivada de Malinche, o nome de uma índia, que no século XVI foi escravizada e doada pelos astecas, com mais 19 virgens, aos exploradores espanhóis que chegavam para a conquista e colonização da Nova Espanha. Atribui-se a ela, a traição do povo mexica em favor dos estrangeiros.
Contam-se, em inúmeras lendas, que Malinche tinha muita facilidade para os idiomas e logo aprendeu o castelhano, e com isso, passava informações importantes para a tomada do país por Hernán Cortez, o conquistador do México que derrotou e subjugou os astecas e todos os povos indígenas que viviam aqui.
Assim, que se alguém prefere os estrangeiros, logo é chamado de malinchista. Uma maneira clara e simples para expressar um costume tão comum ao terceiro mundo.

El Malinchismo

Como en muchos países menos desarrollados, la admiración por lo extranjero de primer mundo es un hecho en México, donde existe hasta una palabra para eso: "Malinchismo".
Derivada de Malinche, el nombre de una indígena, que en el siglo XVI fue esclavizada y donada por los aztecas, con más 19 vírgenes, a los exploradores españoles que llegaban para la conquista y colonización de la Nueva España, es atribuido a ella, el traicionar del pueblo mexica en favor de los extranjeros.
Cuentan en inúmeras leyendas, que Malinche tenía mucha facilidad para los idiomas y luego aprendió el castellano, y con eso, pasaba informaciones importantes para la toma del país por Hernán Cortez, el conquistador de México que derrotó y subyugó a los aztecas y todos los pueblos indígenas que vivían aquí.
Así, que se alguien prefiere a los extranjeros, luego es llamado malinchista. Una manera clara y simple para expresar una costumbre tan común al tercer mundo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Verão / Verano

O verão se aproxima.
Daqui debaixo, no vale de León, alcanço com os olhos as colinas ao redor da cidade.
Fico auscultando se o calor que faz aqui é mais ameno lá. De certo que sim, imagino.
A serra, cor de palha, ainda respira.
Aqui, me esforço na mesma tentativa, atravessando a densidade do ar.
Ontem, nos abraçou um sol de 41 graus. O mesmo esperamos pra hoje, e amanhã, e depois de amanhã.
É o verão que chega mais cedo e, a cada ano, se faz mais quente, e nós humanos, mais vulneráveis.

Verano

El verano se acerca.
De aquí de abajo, en el valle de León, alcanzo con los ojos las colinas al rededor de la ciudad.
Me quedo auscultando si el calor que hace aquí es más ameno allá. De cierto que sí, imagino yo.
La sierra, color de paja, todavía respira.
Aquí, me esfuerzo en el mismo intento, atravesando la densidad del aire.
Ayer, nos abrazó un sol de 41 grados. El mismo esperamos para hoy, y mañana, y después de mañana.
Es el verano que llega más temprano y, a cada año, se hace más caliente, y nosotros humanos, más vulnerables.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma Boda Mexicana / Una Boda Mexicana

O noivo vê a noiva antes do casamento e ela está linda.
Os cabelos longos estão presos no alto da cabeça, de onde cai um véu de renda - modelo clássico nos casamentos antigos.
A casa é do noivo, onde se reúnem todos os familiares antes da cerimônia e fazem as fotos que marcarão a data para a posteridade.
Na igreja, não há cortejo de padrinhos, só as damas de honra atravessam a nave à frente dos noivos.
Os costumes religiosos acentuados trazem um crucifixo de metros, que em determinado momento abraça os noivos, unindo-os em laço matrimonial.
Os pais estão sentados em pares a cada lateral do altar, dos dois lados do casal.
Na festa, uma tenda forrada por tecidos em cores pastéis, cobre os mais de 600 convidados para os quais é servida uma bonita "cena" (jantar).
Muitas flores, velas e um palco para músicos e artistas de última hora.
A mãe do noivo dedica uma canção ao filho: "Hijo mio" - uma declaração de amor materno.
A mãe da noiva, com castanholas nas mãos, dança "volare... cantare.. ohohoh" em homenagem ao jovem casal.
Ao som da música escolhida pelos noivos, os casais da família abrem o baile e todos caem na "pachanga" (festa), que se estende até as 11horas da manhã do outro dia. Uma boda mexicana, com certeza!


Una Boda Mexicana

El novio ve a la novia antes de la boda y ella está hermosa.
Los cabellos largos están recogidos en el alto de la cabeza, de donde cae un velo de encaje - modelo clásico en los casamientos antiguos.
La casa es del novio, donde se reúnen todos los familiares antes de la ceremonia y hacen las fotos que marcarán la fecha para la posteridad.
En la iglesia, no hay cortejo de padrinos, solo las damas de honor atraviesan la nave en frente de los novios.
Las costumbres religiosas acentuadas, traen un crucifijo de metros, que en determinado momento abraza a los novios, los uniendo en el lazo matrimonial.
Los padres están sentados en pares a cada lateral del altar, de los dos lados de la pareja.
En la fiesta, una carpa forrada por telas en colores pasteles, cubre los más de 600 invitados para los cuales es servida una rica cena.
Muchas flores, velas y un palco para músicos y artistas de última hora.
La madre del novio dedica una canción a su hijo: "Hijo mío" - una declaración del amor materno.
La  madre de  la novia, con castañolas en las manos, baila "volare... cantare.. ohohoh" en homenaje a la joven pareja.
Al sonido de la música escogida por los novios, las parejas de la familia abren el baile y todos caen en la pachanga, que se extiende hasta las 11horas de la mañana del otro día: ¡Una boda mexicana, con certeza!

terça-feira, 10 de maio de 2011

O Dia das Mães / El Día de las Madres

Em grande parte do mundo o dia das mães é festejado no segundo domingo de maio.
No México não!
Já há alguns anos, o governo mexicano decretou que todos os feriados devem ser transferidos para as sextas ou segundas-feiras.
Mas o Dia das Mães, não!
Nem o Dia das Mães, nem o dia da "Virgencita de Guadalupe"!
São dias sagrados para os mexicanos. São duas santas, segundo sua concepção.
Que não mexam com a "mamita" de um mexicano, amada e idolatrada!
"La madrecita" é tão querida, que é lembrada todo o tempo.
Alguns exemplos:
Um "desmadre" é tudo aquilo que está desarrumado, bagunçado, deixado ao "Deus dará", porque ali se nota que não tem uma "madre" (mãe) para cuidar do lugar.
São "a toda madre" as coisas que  são muito boas, bem feitas, que dão orgulho - como os gols do Chicharito (jogador de futebol mexicano que joga no Manchester inglês).
"Ni una madre" é o que se diz quando o comércio vai mal e não vende nada, ou se a coisa está feia, como se nao tivesse a benção materna!
Agora um pouco de contradição e confusão na história dessa relação tão delicada:
Quando alguma coisa "vale madre" é porque não tem valor!
Ou quando cansados da situação, o mexicano diz em alto e bom som: - "estoy hasta la madre"!
Ou será que se referem a outra "madre", aquele lugar onde ficam abrigados os filhos durante nove meses até que nasçam?
Seja como for, a "madre" mexicana tem hoje o seu dia, que é um bom feriado, em que, como em qualquer outro lugar do mundo, lotam-se restaurantes, mas, também fecha-se o comércio, o armazém, as casas de câmbio, os pequenos supermercados, empresas, dentistas, atendimentos médicos, e até nos bancos os funcionários fazem seus turnos.
E viva "la mamacita"!

El Día de las Madres

En gran parte del mundo el día de las madres es festejado en el segundo domingo de mayo.
En México no!
Ya hace algunos años, el gobierno mexicano decretó que todos los feriados deben ser transferidos para los viernes o los lunes.
Pero el Día de las Madres, no!
Ni el Día de las Madres, ni el día de la Virgencita de Guadalupe!
Son días sagrados para los mexicanos. Son dos santas, según su concepción.
Que no burlen la "mamita" de un mexicano, amada e idolatrada!
"La madrecita" es tan querida, que es recordada todo el tiempo.
Algunos ejemplos:
Un "desmadre" es todo aquello que está desreglado, tirado, dejado a "que Dios lo dará", porque allá se nota que no hay una "madre" para cuidar del lugar.
Son "a toda madre" las cosas que  son muy buenas, bien hechas, que dan orgullo - como los goles de Chicharito (jugador de futbol mexicano que juega hoy en el Manchester inglés).
"Ni una madre", es lo que se dice cuando el comercio está mal y no se vende nada, o si la cosa está fea!
Ahora un poco de contradicción y confusión en la historia de esa relación tan delicada:
Cuando alguna cosa "vale madre", es porque no tiene valor!
O aún, cuando cansados de la situación se dice en alto y bueno sonido: - "estoy hasta la madre"!
¿O será que se refieren a la otra "madre", aquel lugar donde se quedan abrigados los hijos durante nueve meses hasta que nazcan?
Sea como sea, la "madre" mexicana tiene hoy su día, que es un feriado, y que como en cualquier lugar del mundo, se llenan restaurantes, pero, también cerrase el comercio, el bar, las casas de cambio, los pequeños supermercados, las empresas, las oficinas de dentistas, los atendimientos médicos, y hasta en los bancos, los funcionarios hacen sus turnos.
Y viva "la mamacita"!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Lady que trouxe a chuva / La Lady que trajo la lluvia

Pela primeira vez a nova diva do pop veio ao México.
Fomos vê-la em Guadalajara, batizada naquele dia, pela própria estrela, como GAGAlajara!
Olas, gritos, luzes coloridas e isqueiros rasgavam a noite redonda em volta do palco superproduzido. Todos esperavam pelo ícone de 23 anos e sua presença titânica.
Comparada por alguns à veterana Madona, a jovem lady apareceu emocionada. Ofegante contou que realizava o sonho de cantar para o México. Os mexicanos retribuíram com a superlotação do estádio principal da cidade. Jovens, crianças e velhos dançavam e cantavam ao som de Gaga.
E o canto da deusa trouxe a chuva, que formou uma cascata diante do palco. Ela aperfeiçoou a performance: deitou-se e banhou-se enquanto cantava. E o público que se molhava, também delirava, afinal não é sempre que se recebe a Lady Gaga e muito menos chuva do alto do céu.

La Lady que trajo la lluvia

Por primera vez la nueva diva del pop vino a México.
Fuimos verla en Guadalajara, bautizada en aquel día, por la misma estrella, como GAGAlajara!
Olas, gritos, luces de colores y encendedores rasgaban la noche redonda al rededor del palco súper producido. Todos esperaban por el ícono de 23 años y su presencia titánica.
Comparada por algunos a la veterana Madona, la joven lady apareció emocionada. Ahogante contó que realizaba su sueño de cantar para el México. Los mexicanos retribuyeron con la súper lotación del principal estadio de la ciudad. Jóvenes, niños y otros más grandotes bailaban y cantaban al sonido de Gaga.
Y el canto de la diosa trajo la lluvia, que hizo una cascada delante del palco. Ella perfeccionó la performance: se acostó y se baño en cuanto cantaba. Y el público que se mojaba también deliraba, a final no es siempre que se recibe a la Lady Gaga y mucho menos la lluvia del alto del cielo.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um sonho, uma realidade / Un sueño, una realidad

E o príncipe e a princesa iam se casar. E Estibalez, a garota de 19 anos que aprendeu a amar a monarquia britânica queria assistir ao casamento. Era seu maior desejo, um sonho acalentado com as recordações de sua mãe, que amava a lady Di, que tinha álbuns com recortes de jornais e revistas - uma herança que deixou para a menina.
Estibalez é pobre, mas estudou pintura e inglês. Pintou um quadro de Kate e William, um óleo do qual se orgulha. Foi com ele empunhado, que chegou à Embaixada Britânica, na Cidade do México, há pouco mais de um mês do casamento real. Ela queria ir ao casamento, queria passagens para Londres, queria ir ao casamento do ano, ou quem sabe, da década. Recebeu alguns "nãos", mas não desistiu de seu sonho.
Fez greve de fome durante 16 dias. Tornou-se notícia em todos os jornais do México. Sua história atravessou fronteiras e a garota começou a ser procurada por correspondentes internacionais para que a contasse.
Um homem comovido por sua determinação comprou o bilhete de avião que a levaria para a capital britânica e uma mexicana que mora em Londres lhe ofereceu guarida.
Estibalez deixou a calçada da embaixada e foi para casa.
Embarcou para Londres na semana passada, mas foi barrada pela imigração: não tinha dinheiro suficiente para entrar na Inglaterra. Foi mandada para a Espanha.
A alguns dias da celebração da boda, Estibalez ainda lutava para embarcar para a capital inglesa. Se debatia entre seus sonhos e a difícil realidade.
Nova tentativa, nova deportação. Sempre com o retrato que pintou na mão, Estibalez regressou ao México, com o sonho interrompido, com a vontade e a coragem que Deus lhe deu.

Un sueño, una realidad

Y el príncipe y la princesa iban a casarse. Y Estibalez, la chava de 19 años que aprendió a amar la monarquía británica quería ir a asistir al casamiento. Era su mayor deseo, un sueño acallantado con los recuerdos de su madre, que amaba a lady Di, que tenía álbumes con recortes de periódicos y revistas - herencia que dejó a la niña.
Estibalez es pobre, pero estudió pintura e inglés. Pintó un cuadro de Kate y William, un óleo de lo cual se enorgullece. Fue con él empuñado que llegó a la Embajada Británica, a poco más de un mes del casamiento real. Ella quisiera ir a la boda, quisiera boletos para irse a Londres, quisiera ir al casamiento del año, o quién sabe, de la década. Recibió algunos "nos", pero no desistió de su sueño.
Hizo huelga de hambre durante 16 días. Se transformó en la noticia de todos los periódicos del México. Su historia atravesó las fronteras y ella empezó a ser buscada por corresponsales internacionales, para que contara su historia.
Un hombre conmovido por su determinación le compró el boleto de avión que la llevaría para la capital británica y una mexicana que vive en Londres, le ofreció guarida.
Estibalez dejó la acera de la embajada y se fue a casa.
Embarcó hacia Londres una semana antes de la boda pero fue barrada por la inmigración: no tenía dinero suficiente para entrar en Inglaterra y fue enviada a España.
A algunos días de la celebración de la boda Estibalez luchaba para embarcar para la capital inglesa. Pegaba se entre sus sueños y la difícil realidad.
Nuevo intento, nueva deportación. Siempre con el retrato que pintó en la mano, Estibalez regresó a México con el sueño interrompido y con la gana y el valor que Dios le dió.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

De chuva, de amizades e de vida / De lluvia, de amistades y de vida

Minha amiga Angelica é uma poeta. Compartilhamos alguns prazeres que temos em comum: a leitura de um bom livro, o sabor das palavras, as imagens que elas formam, a delícia de escrevê-las; o amor pela chuva e pelo cheiro da terra molhada. Por isso, há quase uma semana, quando caíram as primeiras gotas dessa nova temporada de águas que se aproxima (as nuvens já começaram a chegar de mansinho), ela me escreveu:
"Podemos festejar a chuva de ontem a noite que começou como promessa e se converteu em um deleite!"
E eu fiquei agradecida pelo céu, pela chuva, pela nova estação, pela vida, pela natureza ao nosso redor e pelas amigas mexicanas que conheci nesse país.
Pués, festejo con todas ellas entonces!


De lluvias, de amistades y de vida


Mi amiga Angelica es una poeta. Compartimos algunos placeres que tenemos en común: la lectura de un buen libro, el sabor de las palabras, las imágenes que ellas forman, la delicia en escribirlas, el amor por la lluvia y por el olor de la tierra mojada. Por eso, desde hace casi una semana, cuando cayeron las primeras gotas de esa nueva temporada de las aguas que se acerca (las nubes ya empezaron a llegar de mansito), ella me escribió:
"Podemos festejar la lluvia de anoche que comenzó como promesa y se convirtió en un deleite!"
Y yo me quedé agradecida por el cielo, por la lluvia, por la nueva estación, por la vida, por la naturaleza a nuestro rededor y por las amigas mexicanas que conocí en ese país.
Pues, festejo con todas ellas entonces!